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ELEIÇÕES 2026 = CRIME CONTRA ECONOMIA + RELIGIÃO DO CRIME

Crimes contra a economia são vistos por alguns partidos políticos de direita como algo “apenas da esquerda”.  Essa ideia é frequentemente repetida em discursos e debates, mas será que corresponde à realidade? Será que crimes contra a economia são realmente exclusivos da esquerda? 


A confusão
sobre o que significa ser de direita ou esquerda não é novidade. Desde tempos antigos, até na época em que Jesus Cristo viveu sobre a terra, já existiam distorções e interpretações equivocadas.

Vejam alguns exemplos
:Ele perguntou: O que você quer? Ela respondeu: Peço que meus dois filhos se sentem no seu Reino, um à sua direita e o outro à sua esquerda.
Mateus 20:2

Os grandes escândalos de corrupção do passado, envolvendo empresas estatais e governos de esquerda  fortaleceram o imaginário popular . Mas no entanto, a corrupção e crimes contra a ordem econômica também ocorrem em governos de direita e setor privado.

No Brasil, particularmente , o conceito de direita ou esquerda, segundo algumas traduções, vem se transformando num motivo de "saúde mental", consultas com psicólogos e psiquiátras, com direito a diagnósticos diversos, envolvendo desequilibrio e outros disturbios emocionais . 

Dados recentes de investigações mostram que a corrupção no Brasil não é um fenômeno exclusivo da esquerda ou da direita, mas sim uma prática sistêmica que atravessa todo o espectro ideológico, frequentemente ligada à busca por poder e financiamento político ilícito. Porém, sempre existirão aqueles “puxasacos de criminosos famosos” que insistem em atribuir os crimes apenas à esquerda.

Mas o que as religioes tem a  ver com isso 

Teoricamente não teria relação, mas na prática o envolvimento religioso na políticas públicas e/ou partidárias cresce a cada dia. Uma das principais funções das religiões deveria ser dar significado à existência humana e conectar indivíduos ao sagrado, cuidando da espiritualidade.
Porém, contrariando princípios éticos, algumas crenças religiosas estão cada vez mais ligadas à criminalidade política.

  O que mais chama atenção em tudo isso é que o tema “DIREITA OU ESQUERDA” não está presente apenas nos discursos políticos partidários, mas também passou a integrar alguns conceitos da teologia do chamado cristianismo de comércio (aquele tipo de cristianismo que prega o poder pelo poder e o dízimo acima de tudo), a ponto de utilizarem o termo “DIREITA” como símbolo de perfeição. Uma estratégia de mobilização social e captura de votos em um país onde a maioria da população se declara religiosa.

"Em 2022, 56,7% da população brasileira se declarou católica, 26,9% evangélica e 9,3% sem religião, segundo o Censo Demográfico realizado pelo IBGE."

"De 2010 a 2022, de acordo com os dados do Censo Demográfico, houve redução do percentual de católicos apostólicos romanos (56,7%) e aumento de evangélicos (26,9%) e sem religião (9,3%). Em 2010, os católicos eram 65,1% da população de 10 anos ou mais, os evangélicos, 21,6%, enquanto os sem religião correspondiam a 7,9% dos declarantes. "AGENCIA IBGE NOTICIAS 06/06/2025 10h00 | Atualizado em 06/06/2025 10h50

Esse fenômeno intensificou-se devido à polarização política, com lideranças religiosas atuando como influenciadores comunitários e políticos buscando legitimidade em templos religiosos .

No imaginário coletivo, especialmente no inconsciente de quem segue certas crenças religiosas, a expressão "Direita" ainda é usada como ferramenta de condicionamento mental para ganhar votos. Em alguns casos, ordem e tradição, junto com valores religiosos, são associados à honestidade e ao bom senso, e muitas vezes a “Direita” é vista como “conservadora” ou “defensora da família”, o que representa uma grande mentira ideológica.

A influência da religião na política é algo antigo e cheio de riscos. No Brasil, isso fica evidente em decisões do legislativo, nas eleições e na criação de políticas públicas. Igrejas e líderes político-religiosos mobilizam e influenciam eleitores, moldando campanhas para beneficiar certos candidatos. Essa mistura entre religião e política tem alterado questões importantes como educação, saúde e economia.

A influência religiosa nas decisões eleitorais compromete os princípios democráticos e, quando usada para impor visões distorcidas sobre justiça e cidadania, atrapalha nossa democracia. A convivência entre posições opostas exige diálogo, tolerância e respeito; fora isso, tudo se torna desordem. Diálogo e bom senso são elementos essenciais no convívio social. A laicidade do Estado é indispensável para garantir a proteção contra abusos político-teológicos.
"O abuso político-teológico é o uso indevido da religião para influenciar ou manipular o processo eleitoral. Isso acontece quando líderes ou instituições religiosas aproveitam sua influência e estrutura para favorecer candidatos ou partidos, comprometendo a liberdade de escolha do eleitor. Essa prática pode ocorrer de diversas formas, como discursos políticos em templos, promessas de bênçãos em troca de apoio eleitoral ou ameaças de punição divina para quem não seguir a orientação religiosa. A relação entre religião e política no Brasil mudou ao longo dos séculos, exercendo grande influência sobre a sociedade.

Ao que tudo indica e segundo critérios do judiciario , é  proibido realizar propaganda eleitoral dentro de templos religiosos no Brasil.  Mas ao mesmo tempo ,não existe fiscalização capaz de coibir tal ato camuflado sob forma de " evangelização " em alguns templos. 
A legislação eleitoral veda qualquer tipo de propaganda, como faixas, adesivos ou pedidos explícitos de voto no seu interior. [1, 2]Pontos importantes sobre a proibição:
Fundamentação Legal: O artigo 37 da Lei nº 9.504/1997 proíbe a propaganda eleitoral em bens de uso comum, categoria que inclui locais de culto.
Abuso de Poder Religioso: Utilizar a estrutura da igreja ou a influência de líderes religiosos para pedir votos pode ser configurado como abuso de poder religioso, o que pode levar à cassação do diploma do candidato.
Ações Proibidas: O uso de púlitos para fazer campanha, distribuição de material de candidatos por líderes religiosos durante cultos ou cultos/missas destinados a homenagear pré-candidatos são proibidos.
A"corrupção da fé

A interseção entre líderes religiosos e política no Brasil tem gerado diversos casos investigados como corrupção, muitas vezes motivados pela busca de poder político, influência em políticas públicas e obtenção de vantagens financeiras. Esse fenômeno é descrito por analistas como a "corrupção da fé", onde o púlpito é usado como palanque e a estrutura da igreja para campanhas políticas. [1, 2, 3]

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